E as luzes se apagarem diante dos meus olhos
Quando já não sentir o calor humano
E o vento que traz a brisa do mar passar-me despercebida
Quero apenas num sorriso angelical e moribundo deixar o meu adeus
Quando por fim a minha alma flutuar
E uma massa fria e amarelada já não puder me fazer correr
Quero apenas ser um sonho na memória de vocês
Quando na luz do Sol vocês velarem-me
E um pranto de tristeza ecoar dos vossos olhos quero apenas que lembrem deste poema
Quando um lápis escorrer pelo papel
E no mármore gravarem “aqui jaz”
E o tempo fazer ausente sonhos meus
Quando um menino correr pelos campos da vida com meu olhar quero por fim numa poeira repousar ser jogada do alto e no mar ficar.

