sábado, 30 de janeiro de 2010

Ùltimo pedido

Quando por fim meu corpo estiver deitado num lençol de rosas brancas

E as luzes se apagarem diante dos meus olhos

Quando já não sentir o calor humano

E o vento que traz a brisa do mar passar-me despercebida

Quero apenas num sorriso angelical e moribundo deixar o meu adeus

Quando por fim a minha alma flutuar

E uma massa fria e amarelada já não puder me fazer correr

Quero apenas ser um sonho na memória de vocês

Quando na luz do Sol vocês velarem-me

E um pranto de tristeza ecoar dos vossos olhos quero apenas que lembrem deste poema

Quando um lápis escorrer pelo papel

E no mármore gravarem “aqui jaz”

E o tempo fazer ausente sonhos meus

Quando um menino correr pelos campos da vida com meu olhar quero por fim numa poeira repousar ser jogada do alto e no mar ficar.